Resenha : Todos os pássaros no céu, de Charlie Jane Anders


Livro: Todos os pássaros no céu
 Autor (a): Charlie Jane Anders
Editora: Morro Branco / Gênero: Fantasia / Ficção
Páginas: 480 / Ano: 2017
Skoob / Amazon / Saraiva

        Olá lindezas, tudo legal por ai? Hoje a resenha que trago é do livro lançamento da editora Morro BrancoTodos os pássaros no céu” escrito por Charlie Jane Anders. Tudo nesse livro tá lindo demais. A editora é impecável nas suas publicações, então o livro está uma obra de arte. Quando eu tasquei os olhos nele fiquei abobalhada, de tanta beleza, juro mesmo. Dá uma passadinha na livraria mais próxima e dá uma folhada nele pra você ver. Aposto que vai babar também. Mas esse deslumbre vem acontecendo com toda nova edição da Editora Morro Branco, o que eu acho fantástico, porque é uma editora que investe muito na qualidade da apresentação final do livro. Porque eu procuro muito um conteúdo bom, mas quando o livro também é lindo por fora, há amigos, aí fica perfeito!


        Esse livro, Todos os pássaros do céu, gente é a maior viagem na maionese. Uma doidera só. Mas é uma doidera tão diferente que te deixa curiosa. E parece que a autora foi sendo doida de propósito e você se contamina com essa doidera toda hahah.

        Para quem gosta, o livro segue mais a linha da ficção, fantasia. Traz muito elementos tecnológicos e geeks também. Alguns assuntos sobre tecnologia e computadores são meio fora da minha realidade então em alguns trechos fiquei meio boiando, mas por minha falta total de conhecimento do assunto hahaha. Qualquer pessoa que tenha nascido depois de mim com certeza vai saber mais do que eu sobre esses assuntos tecnológicos, e para quem ama computadores, esse livro é um prato cheio.


        Mas acredito que todo esse universo geek tenha ficado mais como um pano de fundo para um lance mais profundo: o amor. Há o amor! Esse sentimento que é tão contraditório! Sim, porque o livro todo vamos acompanhar a saga de auto conhecimento e conhecimento mútuo entre Patrícia e Laurence.

        Os dois são altamente improváveis juntos. Patrícia é uma espécie de bruxa, que fala com animais, árvores, e afins. Ela descobriu recentemente que tem esse dom, de interferir em assuntos da natureza. Já Laurence é o rei nas paradas tecnológicas. Ele tá sempre envolvido em uma descoberta nova e é muito inteligente. Ambos são as aberrações na escola, então talvez seja por isso que acabaram sendo amigos, por apenas essa coincidência, porque em relação ao resto, nenhum dos dois é compatível.


- Sim. - Laurence gargalhou: uma gargalhada bêbada, enjoada, mas ainda uma gargalhada. - Sabe... não importa o que faça, as pessoas sempre vão esperar que você seja alguém que não é. Mas se for esperta, sortuda e se ralar de trabalhar, vai se cercar de pessoas que esperam que você seja a pessoa que gostaria de ser. 

        A medida que a história avança porém vamos percebendo que há um tipo de guerra velada acontecendo na terra e que forças da natureza e forças tecnológicas estão sendo postas a prova e entrando em conflito no que tudo indica que resultará em um grande caos.

        Quando um professor de Patrícia lhe diz que ela está incumbida de matar Laurence porque do contrário ele irá evoluir tanto na questão tecnológica que vai acabar com o mundo, soa um alarme dentro do peito de Patrícia. Ela não acredita nisso. Esse episódio é o catalisador para a separação dos dois, que desonestamente são postos um contra o outro em uma batalha muito maior que eles.


        E durante todo o livro vamos acompanhando esses encontros e desencontros dos dois em meio a um mundo que ficou caótico demais para ser considerado humano.

        A trajetória dos dois não foi fácil. E o livro de uma forma velada fala muito de segundas chances e novos olhares. A gente sempre acha que poderia ter feito algo diferente para mudar as coisas, mas nem sempre é possível. E uma amizade verdadeira pode sobreviver ao mais terrível apocalipse.


- Então, quando você parou de sonhar com foguetes? - perguntou Patrícia.- Acho que fiquei entediada com isso - disse Isobel. - O tédio é o que cicatriza a mente. 


        O livro é uma verdadeira enxurrada de acontecimentos que se convergem e se entrelaçam. O final me deixou bastante satisfeita, achei que a autora fechou bem os acontecimentos. Não espere um livro muito linear. Ele é bem ousado, foi uma narrativa muito diferente de tudo o que eu já li. Então se prepare para quebrar um pouco a cabeça com as informações contidas nele. Achei bem interessante a vertente que a autora usou para descrever os dois personagens, achei os dois bem escritos com suas características bastante definidas. Gostei também de outro personagem, que na verdade é um grande programa pensante criado por Laurence chamado M3MUD@ que tem papel fundamental na trama. E gostei de poder me envolver com mais uma história de fantasia, gênero que gosto muito. É um livro diferente, você precisa ler de mente aberta e leve. Um livro que me fez conectar com os personagens e pensar em uma vida alternativa que seria bem interessante. Recomendo a leitura.


- Uma árvore é vermelha? - repediu o corvo.Os outros pássaros fizeram a pergunta até as vozes se unirem em uma balburdia terrível. 


O livro traz elementos geeks:





Sinopse:
Vencedor do Nebula Award
Vencedor do Locus Award
Finalista do Hugo Awards

Uma grandiosa história de amor, fantasia e ficção científica

Desde pequenos, Patrícia e Laurence tinham formas diferentes – e às vezes opostas – de enxergar o mundo. Patrícia podia falar com animais e se transformar em pássaros. Laurence construía supercomputadores e máquinas do tempo de dois segundos. Enquanto tentavam sobreviver ao pesadelo interminável da escola, seu isolamento se transformou em uma amizade cautelosa. Até que circunstâncias misteriosas os separam para sempre. Ou assim eles pensavam.

Dez anos depois, ambos se reencontram em São Francisco. O mundo está prestes a implodir. Patrícia é formada em uma secreta escola de magia, e Laurence é um cientista tentando salvar a humanidade. A medida que os dois se reconectam, se veem levados a lados opostos em uma guerra entre ciência e magia. E o destino do mundo depende dos dois. Provavelmente.

Uma profunda, mágica e divertida análise sobre a vida, o amor e o apocalipse.

Resenha : Como agarrar uma herdeira, de Julia Quinn


Livro: Como agarrar uma herdeira
 Autor (a): Julia Quinn
Editora: Arqueiro / Gênero: Romance de Época
Páginas: 304 / Ano: 2017
Livro 1 - Os agentes da Coroa
Skoob / Amazon / Saraiva

        Oi amores e amoras! Tudo bem com vocês? Vamos de resenha de livro lançamento? Da nossa diva Julia Quinn, o escolhido da vez foi “Como agarrar uma herdeira”, livro que inaugura a série Os Agentes da Coroa (a série é super curta, só tem mais um livro na seqüência deste, então são dois ao todo). A edição da editora Arqueiro está linda, maravilhosa, adorei essa capa. Logo que vi já me apaixonei.

        Bom, eu já conheço os livros da Julia Quinn, li a série toda dos irmãos Bridgerton e simplesmente amei, então sei que ela escreve romances de época bastante inteligentes e perspicazes, com heroínas improváveis e com personalidades fortes.


        Neste livro não será diferente. Nele vamos conhecer nossa protagonista: a herdeira de uma bela fortuna chamada Caroline Trent. Caroline viveu sobre o abrigo de vários tutores que só a fizeram sofrer durante sua infância e adolescência, já que seus pais morreram quando ainda ela era bastante jovem. E o que mais interessou a estes tutores é poder usar a maravilhosa poupança deixada em seu nome quando a mesma completasse 21 anos. E parece que o seu mais novo tutor quer estar de posse de sua fortuna de uma forma não muito amigável, forçando Caroline a se casar com seu filho só para conseguir que essa grana toda fique na família e pegue suas dívidas.

        Mas Caroline não é uma mocinha que vai ficar esperando emburrada por seu destino. Ela consegue fugir de Percy, o filho de Oliver (o tutor) e pretende ficar fora por uns dias escondida até que complete 21 anos, que será daqui 3 semanas. Depois desse período ninguém mais pode colocar as mãos em sua herança, pois será decididamente dela a fortuna.

O que Caroline não esperava era que seria confundida com uma espiã espanhola, a senhorita Carlotta De Leon. Caroline só foi confundida porque foi abordada por Blake, um agente da coroa que a viu sair sorrateiramente da casa de Oliver (o tutor e investigado). Caroline não sabia que seu tutor estava sendo investigado por trabalhos ilícitos de contrabando e já que fora confundida com uma espiã decidiu deixar assim mesmo. Isso a faria ficar longe de sua residência por um tempo, o suficiente para completar seus 21 anos e a manteria segura. O que Caroline não esperava era que iria se embrenhar em uma tremenda enrascada. Fora deixada presa em um quarto na casa de Blake, fora interrogada e amarrada ao pé da cama, deixada sem comida e sem água, tudo para que pudesse ser útil no processo de passar informações para que os agentes envolvidos pudesse prender Oliver e por conseguinte Carlotta. Talvez se fazer passar por uma terrível espiã não tenha sido a melhor das escolhas. Mas como Caroline vai contar a verdade e sair ilesa dessa mentira?

       Ao mesmo tempo Blake se vê em uma situação comprometedora. Deveria estar interrogando e torturando “Carlotta”, a espiã, não se apaixonando por ela. Blake não sabe que a espiã se chama Caroline e que é uma adorável moça desprotegida que já sofreu muito em sua pequena existência. Juntos vão viver uma louca história de amor, com um desfecho de tirar o fôlego.


Ela não apenas tinha virado a vida dele de cabeça para baixo, como a jogara de um lado para outro, virara do avesso e, em determinados momentos que era melhor não mencionar, a incendiara.
 

        Eu gostei demais desse livro, achei um dos mais engraçados da autora. Fazendo uma pesquisa soube que foi um dos primeiros livros que ela já escreveu, então eu pude perceber que a série dos Bridgertons, por exemplo, está mais madura do que está. Esse livro está bastante fofinho, bem água com açúcar, um tipo de romance que te faz curtir mesmo, sem pretensão de te deixar tensa, com um desenrolar bastante engraçado. Há bastante diálogos, praticamente o livro todo é entre conversas articuladas de Caroline para Blake e para outro personagem bastante carismático, James, o marquês (o próximo livro vai contar a história dele, e eu adorei porque ele é um personagem bastante cativante na trama).


        Para quem gosta de romances de época e já conhece a Julia Quinn esse livro é uma leitura obrigatória. Fiquei bastante contente com o desfecho e com todo o romance proposto. Me senti uma espiã e me apaixonei pela Caroline, uma personagem forte e muito destemida.


Os lábios dele encontraram os dela e ele a devorou com todo o medo e desejo que sentir a noite toda. Caroline tinha o sabor dos sonhos de Blake, e a sensação do seu corpo contra o dele era como estar no paraíso. 

Capas do livro pelo mundo:



O livro foi ambientado em:
Inglaterra, no ano de 1814





Sinopse:
Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.
Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.
A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação, que o desarma completamente.

Resenha : A grande arte de ser feliz, de Rubem Alves


Livro: A grande arte de ser feliz
 Autor (a): Rubem Alves
Editora: Planeta / Gênero: Crônica
Páginas: 160 / Ano: 2014
Skoob / Amazon / Saraiva

        Olá gente, tudo bem? A resenha de hoje é do livro A grande Arte de Ser Feliz, do Rubem Alves, publicado pela editora Planeta. Não escondo de ninguém que o Rubem é um dos meus autores favoritos. Ele é aquele tipo de autor que vai mexer com a sua zona de conforto. Ele vai cutucar aquela feridinha que a gente não ta a fim de sentir doer sabe? Por isso gosto tanto dele. 


Não existe ninguém nesse mundo que seja feliz o tempo todo, pois a felicidade não é algo constante, ela se encontra em momentos de nossa vida, muitas vezes nos mais simples, a melhor forma de encontrar a felicidade é agir como criança, ver a beleza nas coisas e viver.


        Eu já coloquei como meta que vou comprar todos os livros dele hahah, então estou indo devagar. Algumas pessoas que lêem mais de um de seus livros acha que ele começa a soar repetitivo. Realmente, quando a gente lê muito de um mesmo autor começa a perceber esse tipo de coisa, já que o assunto abordado por ele é muito do que se vive no cotidiano. Mas mesmo ele citando um ou outro autor novamente para construir uma de suas crônicas eu não me sinto enjoada de ouvi-lo repetir. Ele escreve tão bem que de vez enquanto eu volto e leio novamente, para voltar a sentir aquela sensação boa que os livros dele me trazem.


        Ele não é um livro de auto-ajuda (embora algumas pessoas o considerem). Ele não vai trazer uma formula da felicidade pronta. Na verdade, neste livro em específico, o Rubem Alves resolve responder algumas perguntas que leitores seus resolveram lhe enviar. E ele aborda assuntos bastante tabus, de uma forma linda como a homossexualidade, a religião, a infidelidade. E eu não consigo discordar de nada do que ele traz á tona. Ele fala com muita propriedade das coisas, é lindo o jeito que ele escreve.

        Como nesse trecho:


Alguém me perguntou se eu acredito na existência do inferno, o lugar onde Deus aprisiona as almas condenadas por toda a eternidade em sofrimentos sem fim [...] quem acredita no inferno está, na realidade, acreditando em coisas horrendas sobre Deus. A questão crucial, portanto, nessa pergunta sobre a existência do inferno, é: O que você pensa de Deus? [...] acho que Deus chora também quando os religiosos, que se dizem a serviço, espalham esses boatos de que ele se diverte com o sofrimento dos presos na sua câmara de torturas.

        É uma reflexão tão profunda e tão verdadeira que não há o que se contestar. É esse tipo de reflexão que Rubem Alves vai nos propor, de parar de pensar como a massa pensa. De ver coisas simples e gostosas na vida. De não deixar se enganar pelo veneno que o ser humano insisti em espalhar nas coisas bonitas da vida.

        Vale muito a pena essa leitura, esse livro. E para você que ainda não conhece o autor, sugiro que dê uma chance, porque ele é ótimo!


Cuide-se. Você tem o direito de estar nesse mundo. Esforce-se por ser feliz.  


Sinopse:
Em “A grande arte de ser feliz”, Rubem Alves nos presenteia com uma seleção de crônicas tocantes sobre a vida. O autor nos propõe que cada pensamento seja como um novo brinquedo, que nos dê alegria, nos divirta e também nos faça pensar. Muitas das crônicas foram escritas a partir de dúvidas e sugestões de leitores que acompanham seu trabalho e foram enviadas a ele por meio de cartas, e-mails ou telefonemas. Seu estilo único, profundo e metafórico é desenvolvido em três partes: Coisas que dão alegria, Coisas do amor e Coisas da alma, sendo que cada uma delas apresenta de forma encantadora os sentimentos e situações com os quais todos nós já nos deparamos um dia.

Resenha : Uma vida no escuro, de Anna Lyndsey


Livro: Uma vida no escuro
 Autor (a): Anna Lyndsey
Editora: Intrínseca / Gênero: Romance Biográfico
Páginas: 248 / Ano: 2016
Skoob / Amazon / Saraiva

        Noite. Como a resenha de hoje – Uma vida no escuro, de Anna Lyndsey publicado pela editora Intrínseca foi o escolhido da vez. Quando eu comprei esse livro não sabia que se tratava de um tipo de autobiografia da autora, achei que era uma história como qualquer outra e o que me fez comprar o livro foi a capa. Escura e sólida. Uma capa direta que me despertou a curiosidade.


        O livro vai nos contar a história de Anna (um nome fictício escolhido pela autora, já que a mesma não quis expor seu nome verdadeiro nome na narrativa) e de como sua vida de repente ficou limitada por conta de uma doença terrível: sensibilidade à luz.

        De início Anna começou a sentir apenas uma ardência no rosto. Algo leve, quando ficava tempo de mais na frente do computador. Passou por um dermatologista que indicou uma pomada e foi levando a vida naturalmente. Mas passaram-se alguns dias e a ardência começou a persistir e ser mais longa. A pomada não estava fazendo o efeito desejado. Anna resolveu tirar umas férias, para ver se o afastamento do trabalho lhe auxiliava nessa ardência imprecisa e que havia se instalado de repente. Mas ao que parece, sua pele não estava mais reagindo somente à luz do computador, mas à luz do sol também e a lâmpadas flouorescentes.


        Anna começou a usar grandes chapéus para sair na rua e a tampar o rosto com máscaras. Era estranho viver assim, mas mais estranho foi precisar de repente viver enclausurada em um quarto escuro de sua casa, sem luz alguma, pois seu corpo começou a arde sob a iluminação de qualquer luz presente no ambiente. Anna se viu então presa em um mundo de escuridão. Nenhum tipo de luz era mais suportado pelo seu corpo. E o que fazer quando sua doença é tão rara que ninguém consegue auxiliar na cura?


Chorar me traz alívio. Alguma substância química é liberada no cérebro, pelo que ouvi dizer, o que normaliza o humor, mesmo que a situação continue a mesma. Um sábio mecanismo de autocontenção, pelo qual, sem dúvida, devemos agradecer à evolução humana. 

        Apesar da história triste e comovente, o livro foi fantástico na minha opinião. Anna escreve muito bem e seu relato em momento algum soou moroso ou lento para mim. A gente espera enfrentar um livro enfadonho, que fala sob uma doença muito limitadora e me surpreendi com um livro justamente ao contrário. Anna vai nos contar seus subterfúgios para driblar os problemas, vai nos mostrar o quando é poderoso o amor dos que estão ao redor – principalmente do seu companheiro que resolveu ficar mesmo sabendo das dificuldades que os dois enfrentariam e que iriam viver juntos os diversos dilemas do período de adaptação à doença. Anna apesar de detalhista não nos cansa com seu relato e devagar vai construindo um cenário que te convida a viver com ela um pedacinho do drama que é estar enclausurado em um quarto sem luz alguma. 


        Um livro muito tocante, que me fez refletir muito sobre como a minha vida é boa e que devemos aproveitar cada instante enquanto podemos. Nunca sabemos o que a vida nos prepara. Outra lição é a de que por mais que sejamos renegados as mais diversas situações controversas em nossas vidas, sempre há meios de adaptação. Somos seres esperançosos por natureza e insistentes. Para mim Anna foi um ótimo modelo de insistência e perseverança e me mostrou que por mais que talvez pensemos em fugir de determinadas situações, o que nos faz ficar é sempre o amor. Por nós mesmos e pelos que estão ao nosso redor. Um livro que recomendo muito!


[...] as pessoas passam pela casa silenciosa e toda fechada decerto concluindo, se é que chegam a pensar nisso, que está vazia. E o que mora lá dentro? Uma coisa que espreita, se esgueira e lamuria, de vez em quanto indo de cômodo em cômodo, que foge aterrorizada ao notar a porta da frente se abrindo, acolhedora, que corre do alegre tremeluzir das luzes. 

Capas do livro pelo mundo: 


O livro foi ambientado em: Londres, Inglaterra
(um lugar que eu quero muito conhecer também, daí eu fico vendo essas fotos e me dá uma vontade tremenda de ir viajar hahaha! - quando eu vou ser milionária hein, hein? kkk)




Sinopse:
Com uma carreira consolidada e um apartamento recém-comprado em Londres, parecia que a única preocupação de Anna Lyndsey seria a manutenção de seu padrão de vida. No entanto, o que começou como um desconforto diante da tela do computador revelou-se uma grave sensibilidade a qualquer fonte de luz. Em pouco tempo, trabalhar tornou-se inviável, e mesmo atividades corriqueiras passaram a causar dores lancinantes. Conforme os sintomas foram se agravando, ela precisou abrir mão da casa, da independência e de qualquer possibilidade de planos futuros.
Diante do relato de Anna sobre seus dias na escuridão, é impossível para o leitor não se perguntar o que de fato é fundamental. Se quase todas as opções fossem retiradas, das mais corriqueiras às mais preciosas, o que faria a vida continuar valendo a pena? Em uma situação em que as luzes e telas que deveriam significar segurança e comodidade são um perigo iminente, não seria de se admirar que Anna entrasse em depressão ou até mesmo cometesse suicídio.
No entanto, ela nos revela uma existência com mais nuances do que se poderia esperar de alguém mergulhado no mais profundo breu. Entre audiolivros, jogos de palavras e formas inusitadas de banir os raios de luz, Anna descobre meios de afastar os pensamentos deprimentes e perseverar mesmo com a incerteza de sua condição. Com seu contato com o mundo externo restrito à família, ao marido e às raras visitas, ela aprende a valorizar cada segundo de remissão da sua sensibilidade, admirando a natureza, a rotina e até as tarefas domésticas de uma perspectiva completamente nova.