Resenha : O perfume da folha de chá, de Dinah Jefferies


Livro: O perfume da folha de chá
 Autor (a): Dinah Jefferies
Editora: Paralela / Gênero: Romance / Drama
Páginas: 432 / Ano: 2017
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     Olá gente linda, tudo bem por aí? Hoje a resenha que trago é deste livro de capa LINDA lançamento da editora Paralela e um romance dramático de deixar o coração apertado a cada virar de página - O perfume da folha de chá, escrito por Dinah Jefferies entrou para o seleto grupo de favoritos. 

     Fiquei pensando muito em como faria a resenha deste livro, porque não quero fornecer nenhum Spoiler. Então talvez fique um tanto rasa, mas se eu contar os principais climax para vocês, não será possível se surpreender assim como eu me surpreendi com essa história cheia de conflitos familiares, dúvidas, mentiras e decisões inimagináveis nas quais os personagens se embrenham e se torturam durante anos. Vou tentar detalhar o máximo possível, mas sem estragar surpresas.

O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos a história a partir do ponto de vista apenas de Gwen, a principal personagem. Ambientado no Ceilão, sua narrativa tem início no ano de 1913 e discorre até mais ou menos meados de 1934. É nessa época que o livro é ambientado, e a referência histórica é muito rica, nos transportando realmente para a tempo mencionado, nos fazendo enxergar com ricos detalhes (mas de modo algum enfadonhos) como era a vida nessa perspectiva. Podemos enfatizar aqui que a questão racial é muito explorada no livro e tem um peso enorme no enredo. Também a exploração de patrão x trabalhador é evidente e traz entonações muito peculiares à história.

     Gwen, nossa personagem principal é uma adolescente de 19 anos que se apaixona por Laurence Hooper, um viúvo muito bem posicionado, de mais ou menos 37 anos, descendente dos colonos ingleses originais da região do Ceilão. O Ceilão é sua casa e é lá que Laurence faz sua renda: ele é dono de terras e propriedades e cultiva chá, um dos cultivos mais vantajosos da região. 


     Como se conheceram na Inglaterra, Laurence acaba partindo em viagem primeiro, de volta para o Ceilão, e Gwen parte depois de algumas semanas, para poder se preparar melhor. No navio, Gwen se sente com medo, afinal conhece muito pouco de Laurence e da vida que vai enfrentar em um ambiente tão diferente do que vivia na Inglaterra. O Ceilão é quente e úmido, e se acostumar a vida de casada já é uma tarefa difícil, mais ainda se estiver em outro país, outra cidade. No navio, conhece Savi, um cavalheiro que puxa assunto, e Gwen não pode deixar de notar o quanto esse cavalheiro é charmoso. Mas Savi não é branco (o livro não deixa muito claro, mas Savi não deve ser Negro, deve ter uma pele um tom um pouco mais clara, como se fosse um mestiço). Ao descer do barco, precisa esperar por seu marido que está atrasado e Savi lhe faz companhia nesse período. Quando Laurence a encontra e Gwen conta que esteve o esperando com um senhor chamado Savi, este imediatamente fecha a cara e não toca mais nesse assunto; Savi é um conhecido da cidade, e tem fama de ser galanteador demais com as mulheres. Gwen mais tarde percebe que talvez seu marido seja preconceituoso, e tenta manter o mais longe possível o relacionamento com pessoas de pele mais escura. Gwen descobre também com o passar dos dias que a diferença racial e a superioridade no Ceilão depende muito do tipo de cor de pele que você tem. 

Os dias transcorrem e Gwen, com apenas 19 anos se sente um tanto deslocada no início. Ainda tem dificuldades de se sentir confortável em sua nova casa e seu marido não facilita muito. Ele chega a ser distante nos primeiros meses, ora é carinhoso, ora Gwen não o reconhece, e Laurence tem uma irmã que, apesar de já estar na idade de se casar, parece que está muito confortável vivendo às custas do irmão, querendo colocar Gwen sempre de escanteio. E Gwen começa a encontrar vestígios da outra esposa de Laurence, Caroline pela casa. Uma fotografia aqui, outra ali. Um túmulo mal cuidado no interior do jardim abandonado. Uma baú com pertences estranhos e que lhe causam certas dúvidas em relação ao marido. Mas Laurence pouco lhe conta sobre sua esposa e o relacionamento deles se torna frágil. Há uma ex também que está sempre rodeando Laurance, seu nome é Christina e deixa Gwen furiosa quando resolve exalar seu veneno para minar o relacionamento dos dois. Vários fatores levam os dois a terem uma relacionamento estremecido e a falta de diálogo torna tudo mais difícil. Laurence é um homem com muitas cicatrizes e Gwen não consegue curá-las e isso a deixa impotente. 

     Mas então tudo muda após o anúncio de uma gravidez. Gwen está grávida e Laurence não poderia ter recebido melhor essa notícia. Parece que finalmente a vida dos dois vai entrar nos eixos. Gwen não se importa mais que Laurence tenha seus demônios e seus segredos. 

     Gwen só não esperava que teria também seus próprios segredos. E que estes segredos seriam tão mais devastadores que os segredos de seu marido. Uma sucessão de acontecimentos coloca a vida de todos na corda bamba e Gwen precisa fazer a escolha mais difícil de sua vida. 


Ninguém nunca dissera que ser mãe significava conviver com um amor tão indescritível que a deixava sem fôlego, e com um medo tão terrível que abalaria até sua alma. E ninguém nunca avisara sobre a proximidade desses dois sentimentos. 

Gente, QUE LIVRO É ESSE? Eu simplesmente me deixei engolir por essa história! Eu sentia tudo o que Gwen estava sentindo. A narrativa da autora é muito boa, muito profunda e os detalhes, apensar de muitos, não deixam a leitura cansativa em nenhum momento. Os aspectos culturais levantados foram ótimos, deram uma dinâmica toda particular à história e a deixou muito autêntica. Os personagens bem construídos. O ódio que fiquei da irmã de Laurence (sério, tive vontade de jogar essa mulher de cima de uma escada hahah, ô mulher mais chata gente!) a docilidade e fidelidade de Naveena, a emprega de Gwen que se manteve firme e prática nos momentos que Gwen mais precisou dela. Gostei muito também do personagem de Fran, uma prima de Gwen, que nos mostra uma mulher à frente de sua época e que tem idéias próprias e fortes. Laurence também foi um personagem que gostei muito e que tinha seus traumas e seus medos, um personagem que tentou fazer o certo sempre que podia, mas se via sempre cauteloso e receoso, por conta de seus próprios preconceitos. E Gwen, uma personagem que gostei demais, demais, que foi castigada por suas escolhas, que se achava a errada nas situações quando na verdade, naquela época (e na nossa época também, porque de lá pra cá não melhorou muita coisa pra mulherada não) a mulher era subjugada, era abandonada pela sociedade hipócrita que a via como um ser inferior, que precisa se esconder da realidade para que conseguisse viver de um jeito mais digno possível. 

     As questões de gênero ficaram muito claras também nesse livro e muito bem abordadas pela autora. Não posso explorar muito o que achei sobre isso, pois posso cometer algum deslize e soltar algum spoiler. Há, e autora me enganou direitinho, porque eu achava que já sabia tudo o que tinha acontecido viu gente, daí no final do livro ela me dá um tapa na cara e fala: vai se achando a "sabichona" dos finais dos livros, vai se achando... hahah, eu adoro livros assim que te surpreendem! Esse final vai ficar difícil de digerir por um bom tempo, vai ficar na minha cabeça, me mostrando como julgamos muito, muito e muito tudo na nossa vida e vou parar por aqui, para não soltar nada que estrague a leitura hahah. Para finalizar, só tenho a dizer que: se você gosta de um drama, mas não um drama comum, não um drama fichinha, leia esse livro. Ele é ótimo, entrou na lista de favoritos e me fez verter lágrimas em vários trechos. Livro bom é aquele que emociona a gente. Esse me emocionou e muito. 


As horas se arrastavam, e, sempre que olhava no relógio, ela se surpreendia com o fato de os pássaros ainda estarem cantando. Era assim que a vida seria agora - sempre com a respiração acelerada e entregue a sobressaltos? Por mais que permanecesse no quarto, era impossível se livrar da sensação de que bastava um único golpe do acaso para perder tudo o que tinha. 


Sinopse:
Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurencek no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império. Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos. Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.


Resenha : A festa é minha e eu choro se eu quiser, de Maria Clara Drummond


Livro: A festa é minha e eu choro se eu quiser
 Autor (a): Maria Clara Drummond
Editora: Guarda-Chuva / Gênero: Romance / YA
Páginas: 84 / Ano: 2013
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      Olá galera linda, tudo belezinha? A resenha que trago hoje é do livro A festa é minha e eu choro se eu quiser, primeira impressão que tenho com a autora Maria Clara Drummond, publicado pela editora Guarda-Chuva. Eu adorooo livros com títulos longos e enigmáticos hahah. Quando li o título desse livro tive a certeza de que leria esse livro. E a capa é muito doida também, te faz tentar refletir sobre o que contém no livro, então, já que vocês puderam ver que estou perdidamente apaixonada pela edição e pelo visual que ela imprime, vamos ao que interessa que é o conteúdo do livro.


     Esse livro tem um toque de "cult" e não é uma história avassaladora, mas com personagens reais e inevitavelmente cheios de sentimentos controversos (nada parecido com nossa vida real, claro). Davi, nosso personagem principal, se acha bacana e "descolado". Mas ao mesmo tempo se sente vazio e "deslocado". Afinal, o caminho que escolheu exige certo desprendimento e algumas relações por conveniência, já que se propôs a ser roteirista. Ele é até bom no que faz, mas parece que as pessoas não estão muito preocupadas com isso. As pessoas estão preocupadas com quem você anda, com o que você oferece e se você está disposto a frequentar lugares que não gosta tanto assim só para se sentir incluído.


     Com reflexões das mais indecisas, Davi se vê em uma corda bamba diariamente. Necessita tomar remédios para ter a sensação de "felicidade" que já não sente nas coisas simples que faz; necessita manter relações com uma garota que não é nem de longe a garota que realmente gostaria que estivesse ao seu lado, mas ela é influente e linda, então tá valendo; tem amigos que não são amigos, mas que também não são inimigos e tá tudo certo, tudo ok. Davi vai nos alertar e mostrar como nossa sociedade vive inevitavelmente de aparências. E em um mundo de artistas onde se deveria levar em conta o principal fator em comum que a arte em si e a qualidade cultural que ela deveria trazer, parece que estas pessoas do meio carecem da mesma cultura da qual pregam. Fica um tanto ilógico você trabalhar com arte e cultura e ser vazio e oco por dentro. Mas é assim que Davi se sente. Todos os dias. Luta com sua consciências e com seus altos e baixos, tendo a convicção de que mais se perde do que se ganha no meio artístico. 


Todo mundo é paparazzi de si mesmo, o tempo todo. Fica tudo meio misturado, Instagram e alma, tudo ali cheio de filtro para não deixar nenhuma tristeza chegar à superfície. Há um bloqueio criado por nós em algum lugar da nossa alma que separa o que somos e o que nós mostramos para o mundo. 

     Gostei muito dessa leitura por trazer reflexões desse tipo, que aguçam nossa crítica ao que estamos vivendo como pessoa e quais são as relações que travamos com as pessoas em nosso dia a dia. Travamos mais relações de interesse ou de sinceridade? Somente damos ao outro se recebermos algo de volta? Só estamos realmente felizes se pudermos ser o que a sociedade exige ou não estamos nem aí para o que os outros pensam de nós? Esse tipo de pensamento vai nos acompanhar constantemente durante a leitura, e vai nos inquirir por dentro, vai nos exigir uma resposta. Por isso gostei, por isso apreciei essa leitura. Será que não estamos sendo todos fraudes de nós mesmos? Será que não estamos burlando nossos sentimentos? Fico me questionando também, assim como Davi - o que estou fazendo da minha vida? E será que depois de um tempo, assim como Davi a gente também não se acostuma a tudo isso e aprende a seguir? Pois é, nadar contra a maré ás vezes é difícil, mas um tanto necessário. 


Sinopse:
“Quanto mais você se aproxima de ser um adulto bem sucedido mais você se afasta da felicidade.” Davi, o narrador do livro de estréia da jornalista carioca Maria Clara Drummond, sabe exatamente o que está atraindo para sua vida quando aceita uma proposta de emprego que se encaixa com suas aspirações e se muda do Rio de Janeiro para São Paulo. À medida que sua carreira deslancha, a angústia e as incertezas aumentam, alojado de maneira incômoda no seu flat minimalista e clean. 

O que torna Davi um narrador tão cativante não é o fato de encarar uma crise existencial em meio a antidepressivos, vernissages e bebedeiras, mas o quanto ele está ciente do processo pelo qual está passando, mesmo sem conseguir controlar muito bem sua necessidade de estar ao mesmo tempo dentro da cena e fora dela, de querer participar do universo cheio de glamour que sua fama recém adquirida lhe proporciona e ao mesmo tempo desprezar todo esse mundo de festas e drogas. 

“Você não vai abrir mão das suas regalias. São as festas, são as meninas, os amigos badalados (...) é receber uma proposta de trabalho em São Paulo por um salário muito melhor, em um cargo muito melhor (...) conhecer mais e mais gente e assim vai crescendo seu status e sua suposta felicidade, que na verdade já deixou de ser felicidade há muito tempo, lá na sua primeira conquista, e agora é só um turbilhão de acontecimentos instagramados que vão se multiplicando, porque você sabe que se parar por um minuto você não volta do seu buraco interno jamais.”

De acordo com Antonio Xerxenesky, responsável por escrever a orelha da obra, “Neste livro – que é, ao mesmo tempo, um romance de geração (com ecos de Bret Easton Ellis e Jay McInerney) e um romance atemporal-, o leitor não tem escolha além de juntar-se ao protagonista, que tateia no escuro em busca de uma saída, mesmo sem garantia alguma de que encontrará uma luz.”


Resenha : Orgulho e Preconceito, de Jane Austen (adaptação em Graphic Novel de Ian Edginton e Robert Deas)


Livro: Orgulho e Preconceito
 Autor (a): Jane Austen (adaptação de Ian Edginton e Robert Deas)
Editora: Nemo / Gênero: HQ / Graphic Novel
Páginas: 144 / Ano: 2016
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     Olá galera, tudo legal? Hoje a resenha que trago é dessa belezinha de Graphic Novel adaptada do famoso romance de de Jane Austen, Orgulho e Preconceito. A adaptação ficou por conta de Ian Edginton e Robert Deas, dois nomes importantes no mundo das adaptações e ilustrações. A edição está impecável, publicada pela editora Nemo

    
   Já fazia um tempão que eu estava de olho nessa HQ. Fiquei só esperando abaixar um pouquinho o preço - afinal o dinheiro que eu ganho é muito suado minha gente - e nesta última black friday o preço estava realmente atrativo na Amazon, então comprei. Não me arrependi nadinha! Li duas vezes, porque gostei demais dos gráficos, da sutileza dos desenhos, da beleza das cores escolhidas. Sem contar que Orgulho & Preconceito é um clássico (que ainda não li, mas não me apedrejem, prometo reparar este erro ainda este ano, prometo mesmo). 

     Andei lendo umas resenhas de quem também leu a versão original do livro e relatam que os diálogos estão bem fiéis, quase todos transcritos. Então acredito que a adaptação tenha sido bastante fiel, mas vou conferir melhor assim que ler o texto na íntegra. 

     Nesta HQ vamos acompanhar a história de Lizzy, que é uma mulher à frente do seu tempo, em uma sociedade machista e cheia de valores superficiais (bom, talvez se os daquela época nos olhassem agora também diriam que somos cheios dos valores superficiais, mas a gente nunca quer reconhecer os nossos defeitos não é verdade hahah). Jane Austen foi uma escritora que por muito tempo não se revelou abertamente, justamente por escrever sobre assuntos que não eram tão bem vistos pela sociedade e que incitavam pensamentos sobre como tudo era tão quadrado e impositivo às mulheres. Na HQ podemos notar claramente que Lizzy vivia o impasse de ter que se casar, e suas irmãs também, e de que só seriam bem vistas com um casamento bem arranjado e que trouxesse maridos prósperos. A felicidade ficava em segundo plano.


     Jane também não é uma escritora de criar personagens perfeitos. O Sr. Darcy é um exemplo disso. Nada de mocinhos com personalidade fútil. Sr. Darcy é um cavalheiro espirituoso, que sofre por ser um tanto brusco com as palavras e por ter fama sem ser realmente dono das ações que as más línguas pregam. É este o homem com quem Lizzy vai travar uma batalhar interna. Amar ou não amar? Lizzy que também é de personalidade forte e que não aceita qualquer pretendente para ser seu par. Lizzy que quer o melhor para as irmãs e quer justiça para os seus que estão próximos. Dois personagens extremamente espirituosos e que parecem não se gostar. Que trazem dentro de si escolhas das quais não querem abrir mão. Talvez essa teimosia seja a cereja do bolo para um romance pouco perfeito, mas cheio de muita cumplicidade e amor. 


     Amei a história e os personagens, babei com os desenhos perfeitos que criaram, uma HQ digna de se ter na estante, para poder apreciar sempre que preciso. Recomendo para quem é colecionador e quer ter mais uma versão dessa obra prima, que atravessou séculos. Te convido a deixar o Orgulho de lado e o com o coração livre de qualquer Preconceito viver esse romance intensamente, assim como Lizzy e Darcy se permitiram viver. 








Sinopse:
Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família? Uma adaptação fiel e primorosa do clássico romance de Jane Austen para os quadrinhos.



Resenha : Nossos dias infinitos, de Claire Fuller


Livro: Nossos dias infinitos
 Autor (a): Claire Fuller
Editora: Morro Branco / Gênero: Drama / Suspense
Páginas: 336 / Ano: 2016
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     Olá galerinha do bem? Tudo bom com vocês? Hoje a resenha que trago é deste livro de capa linda "Nossos dias infinitos", uma super aposta da editora Morro Branco (uma editora relativamente nova, que entrou no mercado editorial para arrasar, porque, por enquanto, só vi coisa boa sendo lançada por eles) escrito por Claire Fuller

     A edição está impecável, com letras ótimas de serem lidas, capítulos não tão longos que dão dinâmica à leitura, páginas amareladas e ótima diagramação. 


     Apesar da capa sugerir algo mais leve, se prepare para encarar um drama psicológico de alto nível. Posso dizer que esse livro me sugou para dentro da história, e nas últimas páginas eu só queria ler e ler e mais ler, para entender o que se passava dentro de mim, tamanha era minha angústia. 

     Bom, o livro é narrado em primeira pessoa, e nossa narradora é a principal personagem - Peggy. Peggy também é chamada no decorrer do livro por Punzel, diminutivo de Rapunzel, um apelido carinho que seu pai lhe dera. Peggy divide sua narração em dois momentos: 1985 data atual na qual se encontra e 1976, sendo esta última uma data marcante já que foi neste ano que Peggy se separou do mundo para viver uma "ilusão" forjada por seu pai. 


O ritmo de nossos dias me protegia, confortava e acalmava. Entrei nele sem pensar, fazer a vida que tínhamos - em uma cabana isolada em um pedaço de terra, em meio a um mundo que havia sido devastado, como se um pano úmido tivesse apagado tudo num quadro-negro - tornar-se minha normalidade inquestionável. 

     Aqui preciso salientar que a família de Peggy tinha alguns problemas ou melhor dizendo, questões não resolvidas. Apesar de ser uma família funcional e amorosa, o pai, James, soa ter certo desiquilíbrio, já que se intitula um sobrivencialista e faz planos e listas para conseguir sobreviver caso alguém no mundo alerte sobre alguma ameaça. Seu pai traça planos para o caos e isso começa a consumir sua vida toda. Ele tem um amigo que também pensa como ele e que começa a participar de seu convívio familiar. Já a mãe, chamada Ute, é uma famosa pianista, que se preocupa mais com seu piano do que com quem realmente importa em sua vida. Depois de partir para a Alemanha para uma apresentação e uma turnê e deixar Peggy aos cuidados do pai, um telefonema muda os rumos da história. O pai claramente está discutindo com alguém ao telefone e resolve pegar Peggy e partir em viagem. 

De início Peggy é levada a acreditar que estão viajando com o intuito de passarem umas férias longe de casa. A viajem é longa e tortuosa e chegam até a uma cabana no meio do nada, em uma floresta densa. A cabana está caindo aos pedaços, mas seu pai alega que vai ser divertido e que essa cabana vai ser um lar temporário. Peggy está cada vez mais confusa e com saudade de casa e reclama com o pai - ela quer voltar. Depois de uma tempestade forte pela qual passam, e os dois sobrevivem dentro da cabana, o pai de Peggy relata que o mundo foi destruído, que os únicos sobreviventes na face da terra foram ela e ele, e que precisaram morar na cabana para sempre. Aos 8 anos, Peggy acredita no ocorrido, e seus dias são submetidos a tentar sobreviver com recursos naturais. Ela e seu pai tiveram muita sorte, afinal, só os dois sobreviveram a grande catástrofe, ninguém mais. Nem mesmo Ute, sua mãe. Agora não tem mais o porque voltar. Agora teriam que viver o restante de seus dias ali, naquela floresta.

Começa então uma narração minuciosa dos problemas que os dois enfrentam para sobreviver. As mentiras muito bem articuladas do pai para manter a filha nos arredores, a ilusão que os dois passam a viver como verdade. E é aí que o psicológico do leitor começa a ficar pesado de suposições. A narrativa da autora te engole, literalmente, você fica sufocado com a situação dos dois. Você quer enxergar um fim, e sabe que ele existe, já que a história intercala trechos de passado e presente e você já sabe nos primeiros capítulos que a Peggy saiu dessa enrascada. Você quer entender por que o maluco do pai da Peggy fez isso com a vida da garota, tenta entender também por que a Peggy não tentou fugir antes, e fica em dúvida de alguns dos relatos da garota, que soam muitas vezes mentirosos também. Você começa a não saber a distinguir o que foi realmente real ou não, e isso te deixa doido! hahaha! Imagina, eu fiquei com uma vontade tremenda de conversar sobre os assuntos psicológicos abordados com alguém e mandei minha mãe ler rapidinho esse livro. Porque você termina o livro querendo discutir com alguém, para saber se a pessoa pensou o mesmo que você ou se pensou em alguma outra coisa completamente diferente. Não que a autora deixe pontas soltas, muito pelo contrário. Ela amarra de forma sutil e muito bem escrita a história.  


     O final me surpreendeu, mas pelo que fui lendo da história não me deixou tão impressionada, no entanto não deixa de ter sido um murro no estômago. E vem aquela tristeza por ter visto uma criança viver sentimentos tão absurdos e controversos dentro de si. Fiquei angustiada pela vida que Peggy foi submetida por 9 anos, em uma floresta, dentro de uma cabana. A narrativa de Peggy nos mostra que muito do que talvez ela tenha narrado como duvidoso para nossos olhos, tenha tido como objetivo uma forma de fugir da realidade densa pela qual passou. Porque às vezes sua narração tinha sabor de contos de fada, mas a gente imagina que pelo final do livro nada foi tão lindo assim. Um drama psicológico muito bem escrito, que ganhou o meu respeito e que eu recomendo para todos que gostam do gênero - e para os que querem se aventurar a primeira vez em uma narrativa assim, recomendo também, vocês não vão se decepcionar! 


"Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações". Ele me pegou no colo e me girou, rindo. "Nossos dias serão infinitos". Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976. 

Há, e pra quem, assim como eu, ficou extremamente curioso (a) com a melodia de uma música que foi mencionada várias vezes durante a narrativa e é uma parte muito explorada na história, segue um vídeo de La Campanella, lindamente tocada pela pianista Valentina Lisitsa. Ouvindo a música, ela realmente casa com o cenário abordado no livro. É forte, impetuosa e misteriosa. Adorei conhecê-la:






Sinopse:
Vencedor do prestigioso Desmond Elliot Prize 2015

Todos os pais mentem. Mas algumas mentiras são maiores do que as outras.

"Datas só nos fazem perceber quão finitos nossos dias são, quão mais perto da morte ficamos a cada dia que passa. De agora em diante, Punzel, vamos viver seguindo o sol e as estações”. Ele me pegou no colo e me girou, rindo. “Nossos dias serão infinitos”. Com aquela última marca, o tempo parou para nós em 20 de agosto de 1976".

Peggy tinha oito anos quando seu pai a levou para viver em uma remota cabana no meio de uma floresta europeia. Lá ele lhe disse que sua mãe e todas as outras pessoas do mundo morreram.

Agora eles precisam viver da terra e sobreviver ao rigoroso inverno. Mas até quando a pequena Peggy vai acreditar na história de seu pai? Até quando você pode ficar são, quando o mundo está perdido? O que acontece quando você para de crer em tudo?

“Extraordinário, eletrizante e brilhantemente imaginado...” – Sunday Times

“Fuller lida com maestria com toda a tensão deste thriller adulto com ares 

de contos de fadas, cheio de pistas, perguntas e intrigas” – The Times.




Resenha : Para sempre uma lembrança, de D. S. Neves


Livro: Para sempre uma lembrança
 Autor (a): D. S. Neves
Editora: Sollo / Gênero: Romance
Páginas: 202 / Ano: 2015
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     Olá gente bonita! Tudo legal com vocês? Hoje a resenha que trago para o blog é do livro Para sempre uma lembrança, de D. S. Neves, publicado pela editora Sollo. Esse livro é um romance, com um toque um tanto jovial, por se tratar de um romance nos tempos do início da faculdade. A capa é muito bonita, remete ao que vamos encontrar no interior do livro - fala sobre amor e dança.

     Ashley, que é filha de mãe brasileira e pai americano, divide sua vida entre os dois países. Começa narrando sua história a sua filha mais nova, que está prestes a ganhar um bebê e vai passar um tempo na casa sua mãe. Ashley resolve contar a sua filha como foi sua adolescência e início da vida adulta, resolve lhe falar de um romance que até então ninguém sabia e que agora resolveu compartilhar com a filha. 

     Nova na Universidade de Yale, Ashlei e sua melhor amiga Mia começam com o pé esquerdo os primeiros dia de aula, arrumando confusão com uma das líderes de torcida que mais parece uma Barbie e seu "suposto" namorado Will, um dos mais badalados jogadores presente ali no time do campus. Will não tem nada a ver com Ashlei, a começar por seu jeito todo sedutor e cheio de si e Ashlei tem certeza de que jamais se apaixonaria por um cara esnobe como Will.


     Mas com o decorrer dos dias, os dois passam a se conhecer melhor. Na verdade Will força tanto a amizade que Ashlei já não sabe como fugir das investidas do garoto. Resolve então baixar guarda e tentar aproveitar o momento, sem expectativas. Will sabe o quanto é lindo e isso dificulta as coisas para Ashlei. Mas Ashlei sabe também o quanto é bonita e o quanto está torturando Will cada vez que lhe diz não. Esse joguinho de vou não vou enlaça os protagonistas quase o livro todo. 

O que Ashlei não espera é acabar se envolvendo com dança na faculdade. Um lado seu que estava adormecido e que por causa de Will acaba por aflorar novamente. Ashlei sabe dançar muito bem, e passa a participar de um concurso de dança. Além de enfrentar as dificuldades próprias da idade, Ashlei precisa lidar também com as garotas que não conseguem entender como Will pode estar interessado nela, já que teria qualquer garota muito mais bonita ao seu dispor. Vários estresses acontecem também entre Ashlei e as "barbies" intrometidas em seu romance. Ao final o livro nos dá uma grande lição, uma reviravolta, que soa talvez meio clichê, meio melancólica, mas que não deixa de ser bela e oportuna.


Mas a vida tem dessas coisas. Idas e vindas. Mudanças. Vitórias. Derrotas. Alegria. Tristeza. Um mar de possibilidades e expectativas. 

     Esse livro não vai entrar na lista de favoritos desse ano. Foi uma leitura que emperrou um pouco, alguns trechos meio infantis e imaturos da autora me deixaram um pouco incomodada (fora alguns erros ortográficos). Não é uma grande história, é um romance comum, com um final legal e que te faz refletir, mas com um enredo que pouco me prendeu. Não é um romance de se jogar fora, é bem tranquilo e água com açúcar, para quem quer ler sem muita pretensão. Mas não é um livro que eu leria novamente, nem um romance que estaria no topo dos que eu indicaria. Esperava um pouquinho mais, já que a sinopse me prendeu e a capa também. Dei três estrelas pelo final, que trouxe algumas palavras interessantes. 


Eu estava no inverno da minha vida. E as pessoas que passavam por ela eram o meu único verão. 

Sinopse:
Ashley sempre foi uma garota apaixonada pela dança, desde a infância. Participar de várias disputas como dançarina era parte de sua vida. Sua Paixão. Até o dia em que o seu sonho de vida e família perfeita são destruídos. Anos se passam e Ashley se torna uma estudante de arquitetura. A dança já não faz parte do seu dia-a-dia. Acreditar em amor verdadeiro? Jamais. Mas o que ela não contava, era que um belo rapaz, conhecido como um dos mais charmosos em toda a faculdade, iria mudar sua vida completamente.

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