Resenha : Frankenstein de Mary Shelley


Livro: Frankenstein
Versão 3 em 1 
 Autor (a): Mary Shelley
Editora: Martin Claret / Gênero: Clássico / Terror
Páginas: 542 / Ano: 2017
Skoob


        Oi oi gente! Tudo bem aí? Espero que sim! Vamos de resenha de livro sombrio? Hahaha. Hoje a resenha que tenho pra vocês é desse clássico da literatura mundial: Frankenstein, republicado pela editora Martin Claret em uma edição belíssima 3 em 1 de três grandes clássicos da literatura. Resolvi desmembrar o livro, então vou trazer uma resenha de cada vez, já que são três livros diferentes em um único.




        Vou começar dizendo que eu nunca vi uma edição tão linda para um livro. A capa parece envelhecida, é em capa dura, as páginas são manchadas nas laterais, como se fosse uma obra antiga mesmo. As cores usadas são lindas e fiquei uma semana andando com esse livro embaixo do braço pra cima e pra baixo de tanto que eu gostei hahaha. Eu tenho essa mania de mostrar pra todo mundo um livro novo quando eu gosto muito. Então se você já leu esse três clássicos constantes no livro: Frankenstein, O Médico e o Monstro e Drácula, vale a pena comprar esse livro para fim de colecionar, porque fica lindo demais na estante. A Martin Claret realmente arrasou na edição.

Bom, eu nunca tinha lido nenhum dos três livros e como são clássicos, bateu aquela curiosidade sabe? Mas também fiquei com um receio absurdo de não gostar, com medo da leitura ser muito truncada e não desenrolar. Mas pelo menos nessa edição da Martin Claret (não sei como são as outras edições já escritas) achei a leitura super tranqüila, não encontrei palavras muito obtusas e de difícil compreensão, e ao ler Frankestein parecia que eu estava lendo algo bastante contemporâneo, ao invés de um livro que foi publicado em 1830. O que aguça nossa leitura é saber que temos nas mãos uma obra de mais de 200 anos. É tempo pra caramba não é? E tem uma introdução da autora, uma introdução de Mary Shelley, que nos dá a impressão que ela está ali, do nosso lado, falando com a gente. Parece que ela está viva, de tão presente que é sua introdução. Isso me deu um baita arrepio na espinha, vou confessar a vocês. E é surpreendente que uma história de uma mulher de mais de 200 anos atrás tenha se tornado um clássico e aberto tantas portas para as escritas fantásticas e de terror. Devo salientar que hoje as histórias de terror são escritas aos montes e a todo momento, então lógico que talvez eu já tenha lido uma história que já tenha me deixado muito mais apavorada do que ler Frankstein. Mas esse tipo de história deve ter sido fantástica em sua publicação, em seu tempo. Imaginem ler algo absurdo desse jeito em uma época que não se falava quase disso? É por isso que esse tipo de livro quebra as barreiras do tempo e sobrevive até hoje. Esse poder que a literatura tem é algo tão estarrecedor, me faz ser ainda mais feliz ao ler grande obras, grandes livros.

        Diferente do que eu imaginava, esse livro foi um tanto melancólico, meio romântico, com trocas de castas e sinceras descobertas tanto do protagonista como minhas. Lógico que eu não esperava algo num teor muito terrível, mas acabou sendo um tipo de terror ameno. Talvez tenha sido um dos primeiros romances de terror escritos por uma mulher, e veja a genialidade: uma mulher nos seus 18 anos, em 1818. Essa mulher quebrou várias barreiras, e seu livro atravesso gerações. Já é um baita motivo para nós mulheres conhecermos essa obra.

Victor Frankestein aparece para contar sua história logo de início. Ele por acaso acaba sendo socorrido em um barco por Robert Walton, um marinheiro que se comunica com sua irmã através de cartas. E como Victor resolve lhe contar sua história, Robert vê uma chance de escrever algo de diferente para a irmã, além de detalhar como anda o sacolejo do mar todos os dias. O que Robert não imagina é que irá se deparar com uma horrenda história, sobre a criação de um mutante e sobre um homem que no mínimo deveria estar louco para criar um monstro desses.


 Foi com esses sentimentos que dei início à criação de um ser humano. Como a extrema pequenez das partes formasse um grande obstáculo à minha rapidez, resolvi, contrariando a minha primeira intenção, dar ao ser uma estrutura gigantesca, ou seja, cerca de dois metros e meio de altura, e de largura proporcional. Depois de ter tomando essa decisão e de ter passado alguns meses coletando e organizando meus materiais, eu comecei. 

        Depois de contar sua história, Victor Frankestein relata o absurdo no qual se meteu, pois resolver brincar com a vida humana só pode trazer desgraça e muita perturbação. Ele praticamente criou do nada um ser humano animalesco e cheio de vontade própria, e que depois, com sua própria narrativa, nos mostra o quanto se tornou um ser também magoado por seu criador.


Como posso descrever a minha comoção ante essa catástrofe, ou como desenhar o desgraçado que com infinito trabalho e atenção eu conseguira formar? Seus membros eram proporcionais, e eu escolhera as suas feições pela beleza. Beleza! Santo Deus! Sua pele amarelada mal cobria o entrelaçamento dos músculos e das artérias; os cabelos eram de um negro lustroso e liso; os dentes, de perlada brancura; mas essas exuberâncias apenas serviam para formar um contrate mais medonho com seu rosto enrugado, seus lábios retilíneos e negros e seus olhos aguados, que pareciam quase da mesma cor que as órbitas de um branco pardacento em que se encaixavam.


        A história claramente nos faz pensar nessa dicotomia, entre criatura e criador, assim como nós, muitas vezes nos sentimos ingratos, ou renegados e deixados de lado, o terrível ser humano construído por Frankestein tem muitos sentimentos controversos. Os detalhes narrados por Victor também são um ponto a levar em consideração, são muitos detalhes e isso nos dá uma ideia bem real do monstro que está montando. Foi muito bom conhecer este clássico, fiquei com a sensação de ter lido algo tão antigo e ao mesmo tempo tão atual! Foi uma obra de arte mesmo, poder ter acesso a essa história. Fiquei bastante contente com essa escolha de leitura, e aconselho para quem quer viajar ao passado nas linhas dessa escritora que conseguiu montar algo que atravessou o tempo. 


Sinopse:
Nesta edição, reunimos três clássicos do terror mundial. "Frankenstein" (1818), da autora inglesa Mary Shelley, tornou-se um dos maiores clássicos da literatura de terror e conta a história do dr. Victor Frankenstein. Essa história ficou imortalizada no teatro e no cinema em várias adaptações. "O médico e o monstro" (1886) aborda a dialética dos valores morais em forma assombrosa e vai além do bem e do mal da alma humana. O escritor escocês Robert Louis Stevenson impregnou neste romance um forte clima de apreensão, suspense, terror e perplexidade, que garantem a atenção do leitor do início ao fim. O romance gótico "Drácula" (1897), do autor britânico Bram Stocker, narra a história do Conde Drácula, vilão morto-vivo da Transilvânia, que se tornou o típico representante do mito vampiro. Esse mito provém do fabulário húngaro do século XVIII.
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